1 em cada 4 crianças da região de Campinas se imunizou contra pólio e sarampo

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Mais de 24% das crianças residentes na região de Campinas, com idade entre 1 e menores de 5 anos, foram vacinadas contra paralisia infantil (poliomielite) e sarampo nos últimos cinco dias, por meio da campanha de vacinação em curso.

É o que aponta o balanço feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, com base nos dados informados pelos municípios.

Até o momento, em todo o Estado, foram aplicadas 1.130.333 doses de ambas as vacinas, desde 4 de agosto, quando a campanha Dia D’extra de vacinação realizado exclusivamente em SP.

Somente na área abrangida pelo Departamento Regional de Saúde (DRS) de Campinas foram 101.925 doses, resultando na imunização de 51.384 crianças contra pólio e 50.541 contra sarampo.

A população-alvo prevista na campanha é de 2,2 milhões de crianças paulistas, sendo cerca de 211 mil delas da região de Campinas.

É fundamental que os pais ou responsáveis levem aqueles que ainda não foram vacinados aos postos de vacinação até 31 de agosto, data prevista para encerramento da campanha.

A meta é vacinar pelo menos 95% das crianças com idade entre um ano e cinco anos incompletos.

A vacina é contra-indicada apenas para crianças imunodeprimidas, como aquelas submetidas a tratamento de leucemia e pacientes oncológicos.

A Secretaria também orientou as prefeituras paulistas para que as salas de vacinação façam a triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, para que estas recebam a vacina contra sarampo produzida pelo laboratório BioManguinhos.

Além deste produto, os municípios também estão recebendo, a partir desta semana, a vacina produzida pelo Serum Institute of India, enviada pelo Ministério da Saúde, e que contem a referida proteína. Essa vacina poderá ser aplicada normalmente nas crianças não alérgicas.

“Não há motivo para preocupação. No Brasil, a incidência de alergia ao leite de vaca é de 2%, portanto, trata-se de uma situação rara”, explica Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria.

A reação alérgica pode ter como sintomas coceira, náusea, diarreia nas duas primeiras horas após a ingestão do alimento ou produto com o componente.

Diante de qualquer suspeita, os pais ou responsáveis devem levar as crianças ao médico.

“Contamos com os pais e responsáveis para que continuem mobilizados para levar as crianças aos postos de vacinação. A vacina é segura e é indispensável para a eliminação de riscos da circulação de pólio e sarampo no Estado de São Paulo”, complementa Sato.

Um segundo ‘Dia D’ acontece no próximo dia 18 de agosto, quando os postos de vacinação também estarão abertos em um sábado para a imunização.

Mais de 35 mil profissionais estão mobilizados na campanha do Estado, com suporte de cerca de 3 mil veículos, entre carros, ônibus e barcos.

Não há registro de casos de paralisia infantil em SP há 30 anos e, desde 2000, não existem casos autóctones de sarampo no Estado.

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