A importância da convivência com os primos, também durante a vida adulta

Por algum tempo na história do mundo, o parentesco entre primos foi usado como meio para fortalecer uma linhagem e manter a riqueza por meio do casamento. Na modernidade, a prática já não é tão comum ou bem vista. No entanto, as relações entre primos têm grande papel na vida de crianças e adultos.

Na infância, é bastante comum se ter uma relação próxima entre primos, por vezes se forma ali uma grande amizade, com um vínculo tão forte quanto o de irmãos. E isso é muito bom para a formação psicológica das crianças. Os primos compartilham parte da narrativa familiar, e proporcionam experiências amigáveis.

Essa relação é maleável e também um apelo básico. Os primos, no entanto, podem ser mais do que uma criança precisa, por isso especialistas incentivam os pais a cultivar e proporcionar esse vínculo familiar de forma assídua.

A importância da convivência entre primos

A Dra. Kristina S. Brown, diretora do Departamento de Terapia de Casal e Família da Universidade Alder, explica que: “Os primos são muito importantes, especialmente quando as famílias se tornam mais dispersas. Eles se tornam recursos adicionais fora da nossa família de origem”, conta.

Esses recursos, segundo ela, estão ligados principalmente ao apoio emocional. Mesmo que outros membros da família possam estar presentes, como tios e avós, os primos são mais propensos a oferecer apoio em tempos difíceis ou motivos de comemoração. Isso porque, em muitos casos, eles compartilham laços geracionais. Ou seja, experiências em comum que garantem uma aproximação.

Essas experiências compartilhadas é que favorecem o desenvolvimento de um bom relacionamento, e que mesmo que os primos estejam separados pela distância, eles mantêm uma ligação devido aos fatores únicos vivenciados por eles. O que faz com que essas relações sejam muito mais fáceis de serem retomadas mesmo após longos períodos ausentes.

Vínculo familiar

Por mais que esses pontos em comum contribuam para um apoio emocional, essa ligação não fica presa somente a isso, tendendo a ter também um suporte mais concreto. Uma questão evolucionista, onde os indivíduos de uma mesma família são mais propensos a serem mais generosos entre si.

Informação que foi apoiada por um estudo feito em 2013, e publicado no British Journal of Psychologyparece. Na pesquisa, os participantes responderam que eram mais favoráveis a ajudar os parentes, incluindo os primos, antes de ajudar os amigos. E a resposta se manteve, mesmo quando os pesquisadores controlaram a proximidade emocional, sugerindo que não tivessem um vínculo emocional íntimo com o familiar em questão, a probabilidade de oferecer ajuda ainda se manteve.

Vale a pena incentivar e cultivar essas relações desde a infância até a vida adulta, trazendo benefícios para ambas as partes.

As informações são do Fatos Desconhecidos.

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