Ácido hialurônico: indispensável, esse poderoso anti-idade é arma para hidratar a pele no frio

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Coringa nas fórmulas antienvelhecimento, o ácido hialurônico — apesar do nome — não é especificamente um ácido.

“Na verdade, é uma glicosaminoglicana e faz parte da matriz extracelular, onde ficam as fibras de colágeno e elastina. Nos cremes, é usado como um poderoso hidratante em fórmulas anti-idade”, explica o dermatologista Dr. Jardis Volpe, da Clínica Volpe.

Nada irritante, encontrado naturalmente em nosso corpo, o ácido hialurônico tem uma incrível capacidade de reter a umidade, por isso hidrata e é indispensável no inverno — estação em que a pele fica naturalmente mais seca devido à baixa da temperatura, o tempo seco, o vento frio e o aumento da concentração de poluentes!

“Além disso, à medida que envelhecemos, a pele perde ácido hialurônico e isso faz com que se torne gradualmente mais seca, além de perder elasticidade”, explica Mika Yamaguchi, farmacêutica e diretora científica da Biotec Dermocosméticos. “Por isso, hoje a maioria dos cremes antiaging já conta com o ingrediente, com diferentes pesos moleculares para atuarem nas diversas camadas da pele”, acrescenta Mika.








De acordo com Isabel Piatti, especialista em Estética e Cosmetologia, embaixadora do CIA — Centro e Instituto Internacional de Aprimoramento e Pesquisas Científicas, e Membro do Conselho Científico da Academia Brasileira de Estética Científica – ABEC, o peso molecular de um ácido hialurônico define em que camada da pele ele vai atuar.

“Quanto mais baixo o peso molecular, camadas mais profundas da pele ele alcança e, dessa forma, vem o preenchimento das rugas”, explica. Isabel conta que, dessa forma, o ácido hialurônico pode: formar um adesivo sobre a pele, mantendo a hidratação cutânea por meio da manutenção da umidade; promover hidratação imediata e de longa duração do estrato córneo, também melhorando a adesão entre as células e recuperando o bom aspecto e aparência viçosa da pele; evitar o ressecamento quando tem excelente penetração; e, por fim, intensificar a renovação epidérmica e agir como preenchedor e firmador, principalmente quando ligado ao silício orgânico (Epidermosil).

De acordo com o dermatologista Dr. Jardis, o ácido hialurônico, no geral, é uma molécula grande que não penetra tão bem na derme.

“Mas sua versão lipossomada, o Hyaxel, chega até a derme ajudando na elasticidade e turgor”, completa. “O Hyaxel é um ácido hialurônico fracionado vetorizado pelo silício orgânico, cuja função é intensificar a renovação epidérmica (peeling biológico natural). O ativo também possui ação preenchedora, pois potencializa as células da pele a produzir ácido hialurônico e, dessa forma, preencher as rugas naturalmente, sendo também um excelente hidratante”, completa a farmacêutica, que indica DSH CN (ácido hialurônico de alto peso molecular) para completar a fórmula.

A dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, confirma a tendência mundial: “Em grande quantidade e em pesos moleculares diferentes do ácido hialurônico, nós conseguimos fazer com que a matriz extracelular, onde ficam as fibras de colágeno e elastina, tenha uma densidade mais estimulada, mais preservada e muitas vezes recuperada”, comenta. Assim, se o produto combina vários pesos moleculares do ácido hialurônico, sua atividade antirrugas é potencializada, promovendo preenchimento layer-by-layer.