Atendimento a violência doméstica aumenta em Campinas

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O boletim do Sistema de Notificação de Violências (Sisnov) de Campinas aponta alta nas notificações de atendimento de violência doméstica pela rede de cuidados e apoio do Município.

Em 2016, foram 2.136 notificações, acima das 1.814 de 2015 e das 1.227 de 2014.

É o maior número desde 2009, quando foi instituída a obrigatoriedade nacional de notificação de casos de violência atendidos pela Saúde, Assistência, Segurança e Educação.








Os dados somam violência do tipo interpessoal, intrafamiliar ou urbana/comunitária, contra mulheres, crianças e adolescentes, idosos e de natureza sexual, e a violência autoprovocada (tentativa de suicídio).

O aumento das notificações não está ligado necessariamente ao aumento da violência, analisa o coordenador técnico do Sisnov, o médico Carlos Avancini.

Ele acredita existir uma sensibilização dos profissionais de atendimento para detectar as situações e também um fortalecimento das vítimas para denunciar.

Os números são analisados em vários aspectos, gerando informações importantes para a compreensão de como a violência doméstica se divide em natureza de atos, autores e perfis das vítimas.

A principal forma de violência ainda é a física, com 610 casos em 2016; seguida pela negligência, 524 notificações; e sexual, 393.

A quarta forma de violência mais recorrente foi a autoimposta, a tentativa de suicídio, com 307 casos registrados no ano passado em Campinas.

Os familiares próximos ainda são os autores da maioria das agressões, com cônjuges, pais e mães/madastras encabeçando a categoria.