Cadeirante de 18 anos coloca as mãos nas partes íntimas de mulher dentro do ônibus no DF

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Foto: Metrópoles
Uma mulher de 34 anos foi assediada sexualmente dentro de um ônibus que fazia a linha Planaltina – Rodoviária do Plano Piloto na manhã de terça-feira (18/12). De acordo com depoimento da vítima, que estava com a filha de 3 anos no colo, o suspeito, identificado como Caio de Souza Mello, de 18 anos, estava em uma cadeira de rodas e ficou à sua frente em um assento preferencial quando colocou a mão em suas partes íntimas.
“Ele passou a mão nas minhas nádegas e eu pensei que ele tinha esbarrado em alguma coisa. Depois ele passou a mão no meio das minhas pernas. Eu virei pedindo respeito e ele bateu na minha cara. Meu óculos chegaram a voar”, contou a mulher. Além de agredir sexualmente a vítima, o acusado proferiu diversas ameaças contra outros usuários do coletivo, que presenciaram a ação e gravaram vídeos das agressões.
Nas imagens, é possível ver o homem ameaçando e xingando outras pessoas no coletivo. Segundo a vítima, o cadeirante chegou a atirar um sapato contra o rosto de outra mulher, e morder um homem que tentou intervir na situação. “Dois rapazes o tiraram do ônibus. Depois, ele atravessou a rua e ficou subindo na cadeira”, relatou a vítima.
Após o suspeito sair do coletivo, um motorista segurou o suspeito até a chegada de uma viatura policial. Aos militares, o cadeirante afirmou que praticou o ato porque a moça “abriu as pernas” da filha de 3 anos perto dele. “Ele falou que eu tinha mostrado a calcinha da minha filha para ele e por isso ele me bateu. Ela está de vestido. É muito temeroso, porque a intenção dele era assediar uma criança”, desabafou a mulher.
O homem e a vítima foram encaminhados à 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho), onde prestaram depoimento. Ao chegar na unidade, ainda segundo a vítima, os policiais encontraram duas facas escondidas na cadeira de rodas do acusado. Durante a oitiva, ele afirmou que teria sido agredido pela mulher. Outras duas testemunhas que estavam dentro do ônibus também deram suas versões do caso.
Após prestar depoimento, o acusado foi preso, sendo encaminhado posteriormente para a Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP) da PCDF. “Eu ia levar minha filha para ver o Papai Noel no shopping. Isso acabou com o meu dia. É humilhante e muito constrangedor passar por isso. Um sentimento de impotência que eu não consigo descrever. Estou tremendo até agora”, desabafou.
As informações são do Correio Braziliense e do Metrópoles.

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