Campinas tem, na média, 245 novos casos de Aids por ano

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8140 casos de AIDS já foram notificados pela rede de saúde pública de Campinas, sendo que 70% deles são em homens e 30% em mulheres.

Os dados são da Prefeitura, desde 1982 a novembro de 2017, considerando pacientes que apresentaram sintomas da doença.

Por ano, a média de novos casos na cidade chega a 245.

Além dos cuidados clínicos, a parte psicológica desses pacientes deve ser observada. Mesmo com avanços no tratamento e maior discussão sobre a doença, esse diagnóstico ainda impacta, como ressalta a psicóloga e sexóloga, Priscila Junqueira.








“AIDS há tempos atrás era vista como sinônimo de morte e isso trazia sintomas ansiosos, depressivos e até tentativas de suicídio. Hoje, ainda se têm quadros como esse, diante do preconceito e da autoestima abalada, por conta dos reflexos que medicamentos antirretrovirais causam no corpo, por exemplo. Tudo isso, traz muita tristeza e até leva a romper relações”, afirma.

Diante disso, o acompanhamento psicológico se torna de grande importância.

“A pessoa precisa entender o que é viver com uma DST. Será natural ela ter dúvidas, inseguranças, autoestima baixa, além de ter que saber lidar e superar o preconceito. O profissional acaba ajudando em todos esses aspectos”, explica.

As reações são diversas e cada portador do vírus HIV deve passar por um tratamento individualizado.

A psicóloga vê, por exemplo, as diferenças emocionais diante de cada faixa etária.

“Os adolescentes e jovens têm a fantasia de invulnerabilidade e isso pode dificultar a aceitação da condição de viver com AIDS. Os adultos, principalmente as mulheres, tem o receio da gestação e transmissão para o bebê”, exemplifica.

É entre os mais velhos, que os casos de HIV mais têm crescido no Brasil, até pela sensação de estabilidade dentro de um relacionamento.

Esse público também é o mais resistente quando o assunto é uso do preservativo e no caso dessas pessoas, Priscila Junqueira destaca o abalo emocional.

“As mulheres, especificamente, lidam com o grande sofrimento de associar a doença a uma traição do marido e precisam ser cuidadas”.

A camisinha se torna importante não só para evitar a AIDS, mas também para barrar outras doenças sexualmente transmissíveis, como Hepatites B e C, HPV, gonorreia e sífilis que podem ser transmitidas não só pelo sexo genital, mas o oral e anal, transfusão sanguínea e a vertical que é de mãe para filhos.