Chacina do começo de 2017 agora é tratada como feminicídio

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Com informações do G1 Campinas
O Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa de Campinas (SHPP) alterou a tipificação da chacina que matou 12 pessoas no dia 31 de dezembro de 2016, entre elas nove mulheres, e incluiu o crime de feminicídio no inquérito.

Antes, o boletim de ocorrência havia sido registrado como homicídio simples, mas integrantes de coletivos de mulheres e a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher do município já haviam se manifestado a favor da mudança.








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A alteração aconteceu depois de protestos realizados em Campinas durante o ano e de uma petição pública com 700 assinaturas, entregue ao SHPP pela rede “Minha Campinas”, responsável pela campanha “IssoÉFeminicídio”.

No dia 8 de dezembro, o grupo fez uma intervenção na Avenida Francisco Glicério, e parou o trânsito por nove minutos para simbolizar a morte das mulheres.

Entre a noite de 31 de dezembro e a madrugada de 1º de janeiro, Sidnei Ramis de Araújo pulou o muro de uma casa na Vila Proost de Souza, assassinou a ex-mulher, Isamara Filier, o filho de 8 anos, outras dez pessoas e se matou.

A polícia encerrou o inquérito sem identificar quem vendeu a arma ao autor.

Onze pessoas morreram no local e quatro foram atingidas pelos disparos e socorridas. Uma delas morreu no hospital.