Chacina na Catedral de Campinas completa 2 meses ainda sem os laudos prontos

O ataque na Catedral de Campinas (SP) que acabou na morte de seis pessoas em dezembro de 2018 completa dois meses nesta segunda-feira (11) e, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), a Polícia Civil aguarda conclusão de laudos da perícia para encerrar o inquérito.

No dia 11 dezembro de 2018, Euler Fernando Grandolpho abriu fogo contra fiéis logo após uma missa na Catedral, matou cinco pessoas, deixou outras três feridas e em seguida se matou – a quinta vítima morreu no hospital, no dia seguinte.

Após análises de trechos de um diário escrito por Grandolpho, áudios e ouvir depoimentos de vítimas, testemunhas e familiares do atirador, a polícia concluiu que ele agiu sozinho, escolheu o local aleatoriamente e cometeu o crime porque se “sentia perseguido”.

De acordo com a SSP, alguns dos laudos, como o realizado em 21 de dezembro com um scanner 3D, utilizam novas tecnologias e, por isso, o resultado é mais demorado.

‘Minha alma vai ficar em paz’

Em dezembro, a Polícia Civil divulgou dois áudios gravados pelo atirador. Em um deles, Euler Fernando Grandolpho afirma que “a alma vai ficar em paz”. Os áudios estavam em um gravador apreendido na casa do autor do crime, e foram gravados em 2016. Ouça.

Trechos do diário escrito pelo atirador também mostraram que ele planejava a chacina desde 2008, segundo o delegado José Henrique Ventura, diretor do Departamento de Polícia Judiciário de São Paulo Interior (Deinter 2) e chefe da Polícia Civil em Campinas.

Além disso, uma foto também apreendida durante as investigações mostra que Grandolpho “treinava” com a arma usada no crime na casa dele, em Valinhos (SP). Em outros trechos do diário, ele também fala em fazer “algo grande”.

Trechos de diário escrito por atirador da Catedral — Foto: Fernando Evans / G1

Trechos de diário escrito por atirador da Catedral — Foto: Fernando Evans / G1

O ataque

Entre as vítimas, quatro morreram no local. Heleno Severo Alves, 84 anos, foi socorrido ao Hospital Mário Gatti, onde passou por cirurgia, mas não resistiu e teve óbito confirmado no dia seguinte.

Segundo a polícia, o atirador fez tratamento contra depressão e a família temia que ele cometesse suicídio. Ele não tinha antecedentes criminais, estudou publicidade e propaganda e foi assistente de promotoria no Ministério Público de São Paulo onde, segundo o órgão, exonerou-se em 2014.

Entre as explicações do crime, estão o fato de Grandolpho ter tido uma espécie de surto psicótico em decorrência de depressão. Segundo parentes e testemunhas que conviviam com ele, o atirador tinha mania de perseguição e teve atritos com vizinhos.

As informações são do G1.

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