Como saber se a compra vale mesmo a pena? Veja alguns truques

• Com informações da revista Claudia.

Outro dia, uma leitora veio fazer uma confissão chocante:

Preciso comprar algo todo dia. Saio do trabalho e no caminho para casa, sempre passo em frente a um monte de lojas de fast fashion. Posso estar cansada, frustrada ou animada, mas o resultado é sempre o mesmo: preciso me dar um presente a cada dia.

 Segundo ela, sempre havia uma desculpa:

– Eu mereço!

– É para isso que eu trabalho.

– Vale a pena, olha só a promoção.

– É só mais hoje, e depois eu dou um jeito.

E assim a vida dela ia. A cada dia um pouco mais dependente do salário, que nunca dava conta de tudo, a cada dia um pouco mais afundada no cheque especial e no cartão de crédito. Ela sabia que precisava parar, mas não sabia como. Afinal, são tantas ofertas e novidades que é difícil segurar a tentação.

Quem nunca descontou a raiva ou a frustração nas compras? Não é à toa que existe a tal da “terapia de compras”!

Para ajudar nestes casos, eu sempre trago uma fórmula que nos ajuda a refletir se a compra vale mesmo a pena. Quer saber como funciona?

Você primeiro precisa descobrir quanto ganha por hora de trabalho. Para isso, pegue o seu salário e divida-o por 160 (o número de horas em média que o brasileiro trabalha). Digamos que você ganhe R$ 2.400 por mês – neste caso, você ganha R$ 15 por hora.

Com este número em mente, você consegue ver exatamente quantas horas precisa trabalhar para poder bancar qualquer compra. Um sapato de R$ 150 custa, na verdade, 10 horas de trabalho. Uma bolsa de R$ 300, 20 horas de trabalho. Um celular novo de R$ 1.500, 100 horas de trabalho. E por aí vai.

Ao saber quantas horas de trabalho são necessárias para comprar o que você deseja, fica mais fácil de avaliar se aquele item vale mesmo a pena. Você consegue visualizar quanto esforço é necessário para a compra. Em vez de pensar em termos de recompensa, você pensa em esforço – e com isso, se torna mais crítica para o seu desperdício. Quem já comprou uma peça de roupa que nunca usou e ainda está pendurada no armário com a etiqueta sabe bem do que estou falando.

Agora é hora de dar o próximo passo. Além de saber exatamente quanto vale cada hora de trabalho sua, você precisa estabelecer um orçamento para os seus gastos supérfluos – que nada mais é do que o teto de quanto você pode gastar por mês com compras, lazer e afins. Desse jeito, fica mais fácil de entender qual é o impacto de cada compra no seu salário.

O certo é gastar até 30% do seu salário mensal com supérfluos. Mantendo o exemplo do salário de R$ 2.400, o orçamento de supérfluos é de R$ 720. Agora pense novamente naquela bolsa de R$ 300 – pode até parecer um bom negócio, mas quando você percebe que ela consome quase metade de todo o seu limite de gastos com compras no mês, a situação muda de figura.

Por isso, faça estas contas:

  • Divida o seu salário por 160 para saber quanto você ganha por hora. Depois, basta dividir o preço da compra pelo valor do seu salário/hora, para saber quantas horas de trabalho aquela compra envolve.
  • Calcule o seu orçamento de supérfluos, que deve ser de 30% do seu salário (se você é ruim de matemática, não tem problema: basta pegar o valor do salário e multiplicar na calculadora do seu celular por 0,3). Depois, compare cada gasto com supérfluos com este limite.

Com a calculadora do seu celular em mãos, você vai conseguir ver exatamentese aquela compra vale a pena mesmo!

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