Dengue pode ser contraída até 4 vezes

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Causada por um vírus, a dengue é transmitida pela picada de um mosquito, o Aedes Aegypti.

A médica clínica Nádia Maria Pereira de Mattos, do Seconci-SP, explica que os principais sintomas dos pacientes infectados são febre alta, dor de cabeça, nas articulações e atrás dos olhos, náuseas, tontura, cansaço extremo, manchas pelo corpo e perda de apetite e paladar.








“Existem quatro variações do vírus da dengue. Ao ser infectada, a pessoa fica imune àquele tipo. Por isso, um paciente pode ter a doença até quatro vezes”, explica a dra. Nádia Maria.

“Os sintomas são os mesmos em todos os tipos, com exceção do 4, que é a hemorrágica – e mais grave –, em que o paciente apresenta sangramentos, fica extremamente debilitado em virtude da queda de plaquetas no sangue e pode até morrer”.

Os primeiros sinais podem aparecer de 2 a 9 dias após o contágio, que é o período de incubação da doença. Já a detecção da dengue, de acordo com a especialista, ocorre por meio de exame de sangue, realizado preferencialmente a partir do sexto dia de contaminação, quando os resultados são mais conclusivos. Quanto ao tratamento, como não existe cura para a dengue, é focado na atenuação dos sintomas e hidratação do paciente”, comenta.

A forma mais simples de prevenir a doença é eliminando os criadouros do Aedes Aegypti, recomenda a coordenadora do setor de Serviço Social do Seconci-SP, Angela Nogueira Braga da Silva.

“Nas residências ou obras, o sucesso do processo de extinção do mosquito passa necessariamente pelo envolvimento de todas as pessoas que convivem naquele ambiente”.

Por isso, para a especialista, ações de conscientização por parte das empresas são fundamentais para a solução do problema.




O Seconci-SP, por exemplo, conta com serviço de orientação itinerante que vai até a obra para explicar aos trabalhadores as formas mais eficazes de eliminar os possíveis focos de reprodução do mosquito.

Além disso, Angela explica que é fundamental que as construtoras estejam atentas a locais como lonas, carrinhos de mão, betoneiras, lajes, tonéis e fossos de elevadores.

“Qualquer lugar que acumule água, por menor quantidade que seja, como copos descartáveis e tampas de garrafa de refrigerante, é um criadouro em potencial”.

E estes cuidados não devem se restringir ao canteiro de obra ou aos muros da residência.

É preciso estar atento também aos entornos, como terrenos baldios e casas abandonadas.

“Quando a pessoa identificar um local que possa ter criadores, a recomendação é acionar a prefeitura para que ela realize a fiscalização e, quando necessário, adote as medidas necessárias de prevenção”, comenda a coordenadora.