Em vez de mudar política de preço da Petrobras, governo quer criar “política de amortecimento de preço”

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Foto: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

Com informações da Agência Brasil
O Ministério de Minas e Energia (MME) estuda a criação de uma política de amortecimento de preços dos combustíveis que chegue ao bolso do consumidor.

Nesta segunda-feira, técnicos do MME e do Ministério da Fazenda, que integram o grupo de trabalho criado para discutir o assunto, tem reunião marcada.





Foto: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil



Estão incluídos na discussão os combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina.

O acordo firmado com os caminhoneiros para o fim do movimento de paralisação define a redução de R$ 0,46 no preço do diesel nas bombas.

Agora, a intenção é incluir na discussão também os demais combustíveis, criando um mecanismo que proteja o consumidor final da volatilidade dos preços.

Segundo o MME, o grupo de trabalho vai convidar especialistas no assunto para ajudar a construir uma solução que permita, por um lado, a continuidade da prática de preços livres ao produtor e importador e, por outro, o amortecimento dos preços ao consumidor.

A primeira reunião do grupo ocorreu na última sexta-feira (1º), com participação de técnicos da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Desde 2016, a Petrobras segue uma política de variação do preço dos combustíveis que acompanha a valorização do dólar e o encarecimento do petróleo no mercado internacional.

Na nota, o MME diz que a política de liberdade de preços da Petrobras, assim como das demais empresas de petróleo que atuam no país, “é uma política de governo”.

“A Petrobras teve e tem total autonomia para definir sua própria política de preços”, destaca o texto.