Empresa oferece curso para motorista de aplicativo. E também para o passageiro

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O Brasil é um dos principais mercados de aplicativos de transporte no mundo. Uma das principais empresas do setor possui 600 mil motoristas cadastrados e mais de 22 milhões de usuários aptos para pedir corridas.

Buscando inovar na área, o empresário do setor da educação Carlos Ramon decidiu oferecer um curso gratuito para quem se cadastrar em seu app de transporte, o Rotas Brasil.

Carlos possui uma escola em Porto Velho (RO), que oferece cursos profissionalizantes dos mais variados tipos, de operador de caixa até produção de games.

Há alguns anos, ele observava o setor de mobilidade urbana como um mercado de alto investimento. ”Eu via aqui na minha cidade duas grandes empresas de mobilidade e pensava que era coisa de 500 mil a 1 milhão de reais, algo fora do meu alcance, por isso nem dava muita bola”.

No entanto, Carlos conta que durante uma madrugada em que estava mexendo no Facebook, viu que havia uma empresa que desenvolvia apps de transporte, a Machine. ”Eu costumo falar para os meus funcionários que as minhas melhores ideias vêm de noite, fico até quatro da manhã se for preciso. Foi esse o caso”.

Foi então que decidiu ir mais a fundo e pesquisar sobre o mercado. ”Fiz diversas reuniões com a equipe da Machine antes de fechar o negócio, queria saber se não era furada”.

Ele conta que sabia que a concorrência seria enorme. Afinal, em Porto Velho dois aplicativos disputam a liderança do mercado. Uma multinacional norte americana e uma regional desenvolvida também pela Machine. ”A princípio, minha ideia não era nem ser a primeira ou a segunda opção, mas sim diversificar os meus negócios”.

Inovando em um setor competitivo

Carlos conta que imaginava que era um setor competitivo, mas se surpreendeu com o nível. Por isso, colocou na cabeça que precisava entrar de forma agressiva e competitiva.

“Aplicativo tem muito, eles oferecem preços baixos e tudo mais, mas as pessoas querem algo a mais”.

Foi quando ele decidiu inovar, usando sua escola de ensino profissionalizante para impulsionar o seu novo aplicativo de transporte. “Conversei com minha esposa e tive a ideia de sermos o primeiro aplicativo do Brasil em que motoristas e passageiros cadastrados ganham um curso profissionalizante gratuito”.

O empresário conta que precisou comprar uma plataforma maior de cursos a distância para atender a demanda, pois suas salas de aula já estavam lotadas. ”Assim, as pessoas podem fazer o curso em casa, sem precisar gastar com deslocamento”.

Dessa forma, Carlos impulsionou tanto sua escola quanto seu aplicativo. “Eu tenho 500 alunos do Rotas fazendo um curso gratuito. Quando eles chegam lá, eles descobrem outros 79 cursos e acabam se interessando”.

Carlos conta que quando os alunos estão perto de acabar os cursos, ele convoca uma reunião em que faz uma palestra motivacional e geralmente os alunos acabam comprando novos cursos.

Empresário começou aos 19 anos como operador de máquinas pesadas

O primeiro emprego de Carlos foi como operador de máquinas pesadas em um batalhão do exército em Porto Velho.

Após sete anos, foi trabalhar em usinas da região. Migrou para o ramo da educação quando se formou em instrutor de máquinas pesadas. ”Nessa época uma empresa me chamou para dar aula. Na sétima aula decidi abrir a minha própria escola”.

Único no Brasil

O modelo do Rotas Brasil busca ser único no país. Segundo o gestor do aplicativo, não há nenhum app que ofereça um benefício parecido aos motoristas e passageiros.

Segundo ele, o app não oferece apenas um curso, mas sim uma oportunidade para melhorar de vida. “O cara faz 15 corridas pelo Rotas e ganha um curso profissionalizante, esse conhecimento fica pra sempre com ele”.

Além disso, todos os alunos ganham carta de recomendação, diplomas chancelados por uma engenheira do trabalho e assessoria para procurar emprego.

“Minha mídia é muito agressiva, eu bato na mente”

Carlos conta que busca mostrar para os motoristas que fazer uma corrida pelo Rotas Brasil é mais vantajoso.

Para ele, o curso é o principal marketing do aplicativo. No entanto, ele também realiza publicidade na televisão e no Facebook.

Atualmente, sua maior dificuldade é atender toda demanda de corridas solicitadas. “No último mês tivemos 38 mil corridas solicitadas, mas só consegui atender 26 mil”.

Isso porque Porto Velho está no período de regulamentação do mercado e novos motoristas estão proibidos de entrar. “Temos 250 motoristas cadastrados, mas já devíamos ter 400, porque todo dia entram novas solicitações”.

Para Carlos, as expectativas para o futuro são as melhores. “Quero crescer. Estou há quatro meses sem dormir direito, mas agora vou até o fim em busca do sucesso”.

Hoje o Rotas Brasil já é o terceiro maior aplicativo em números de corrida em Porto Velho.

Website: http://drivermachine.com.br/blog/

As informações são de responsabilidade da Dino.

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