Enem 2018 | Confira 10 dicas para evitar erros e tirar nota 1000 na redação

• Com informações de O Globo.

Tirar nota 1.000 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não é uma tarefa fácil. Na edição do ano passado, das 4,7 milhões de provas, somente 53 registraram a nota mais alta. Professores apontam que são muitos os deslizes que podem comprometer o rendimento dos candidatos nesta avaliação. Para auxiliar os estudantes, O GLOBO consultou esses docentes para apontar os principais erros e como corrigi-los.

Confira:

1) Falta de abordagem completa do tema

Segundo a professora Elaine Antunes, do curso de redação Escreva!, um dos deslizes mais cometidos pelos candidatos é a não abordagem completa do tema. No ano passado, por exemplo, o tema era “Os desafios na educação de pessoas surdas no Brasil” e muitos alunos elaboraram redações falando de inclusão, mas sem tratar sobre o ensino para pessoas surdas.

– O candidato precisa se ater a termos como “caminhos”, “desafios”, entre outros – aponta Elaine.

2) Inconveniência transdisciplinar

Mostrar conhecimento de outras disciplinas na redação é um bom caminho para impressionar a banca. Mas não em excesso. A chamada transdisciplinaridade deve ser usada de acordo com o tema e não se pode inserir conteúdo que não tenha relação com o que é proposto. O professor Raphael Torres, do QG do Enem, Colégio Santo Agostinho e do Redagir, indica:

– Por mais que se queira obedecer a regras que exigem conteúdos programáticos escolares, muitas vezes itens incompatíveis com o tema aparecem em meio à argumentação, provocando um enfraquecimento na sustentação dos posicionamentos.

3) Não fazer progressão temática

Para o professor Gabriel Lanhas, do colégio Eliezer Max e Andrews, o aluno deve estar atento a construção do seu texto. Para isso, as ideias expostas na introdução devem ser retomadas ao longo da argumentação de forma coesiva.

4) Crase em exagero

Na Competência 1, uma das cinco que são analisadas no Enem, a crase pode tirar pontos já que esta avaliação analisa se o candidato tem domínio sobre a norma padrão da língua.

– O que mais tem chamado a atenção quanto ao erro no uso do acento grave, contrariando o que ocorre em outros aspectos gramaticais, é a ocorrência de um fenômeno conhecido como hipercorreção, que consiste, pelo receio de se contrariar o que a norma exige, fazer mais do que o exigido pelas regras – analisa Raphael Torres.

5) Uso de frases longas

A professora Elaine aponta que os candidatos, que já devem estar treinando para a prova desde o início do ano, prestem atenção em um aspecto muito importante, mas sem ignorar os outros já mencionados, e evitem ao longo do texto, junto com outras observações, o uso extensivo de frases longas.

O pensamento acima ficou confuso? É por isso que se deve evitar frases longas já que elas podem confundir e cansar o leitor.

– É fundamental ser prático, saber pontuar o que se escreve – diz Elaine.

6) Fazer citações, mas não desenvolvê-las

Lembrar e citar aquela frase impactante daquele filósofo importante pode dar um destaque na sua prova. Mas só se fizer sentido. Utilizar citações e não desenvolvê-las fragiliza o texto e demonstra uma falta de domínio da própria citação e da estrutura textual.

7) Contradição

Começar o texto com uma ideia e, ao longo da escrita, abandoná-la e trazer outra reflexão completamente diferente mostra uma falta de estrutura textual e uma argumentação frágil.

– Falha grave num texto que se pretende argumentativo, candidatos eventualmente mudam de opinião ao longo do texto ou oferecem exceções que equivalem em peso ao posicionamento que se pretendia defender, gerando um efeito que tradicionalmente ficou conhecido como “em cima do muro” – aponta Torres.

8) Falta de cuidado com a caligrafia

No ano passado, a banca corrigiu 4,7 milhões de provas. O tempo de correção é curto e uma leitura fluída sempre é mais agradável. Por isso, é necessário que o candidato tenha cuidado com a letra para que o leitor, que neste caso vai avaliar a prova, possa compreender a argumentação exposta.


9) Falha de referências

As palavras possuem sentidos e devem ser utilizadas de acordo com o que elas se propõem. Não se pode usar um conectivo ou expressão que não crie ligação com o que o resto do texto está dizendo.

– A utilização de expressões como “Diante disso” em parágrafos como o de conclusão podem fazer com que o avaliador, diante de tantas informações em trechos anteriores, não seja capaz de entender o que se pretende retomar com o pronome demonstrativo – exemplifica Torres.

10) Inventar dados

Em época de fake news, não transforme a redação em um espaço de boataria. Caso tenho dado para utilizar no texto, utilize. Mas, caso não lembre dos dados ou não os tenha, o melhor é evitá-los.

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