Falso call center dizia que recolhia doações para ONG de Campinas

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Foto: José Braz/EPTV

Funcionários de uma empresa de telemarketing denunciaram nesta terça-feira (18) um golpe contra eles e também conta uma ONG de Campinas (SP), que tinha o nome usado para recolher doações. O falso call center pedia doações para o Instituto Semear, mas tudo era uma fraude. O grupo de operadores e a supervisora estão sem receber salários e benefícios trabalhistas.

De acordo com funcionários, nove operadores se revezavam em dois turnos para pedir doações para pessoas e empresas. Eles faziam uma média de 200 ligações por dia, e a meta de cada um era arrecadar R$ 4 mil por mês. Os valores eram depositados em uma conta que, segundo eles, estava no nome da filha da dona da falsa empresa.

“Eu estou com a luz da minha casa cortada, estou com dívida, tenho que pagar aluguel. Me encontro sem saída. As pessoas que doaram confiando nisso, elas terão de ser informadas do que aconteceu. E vamos mostrar tudo para elas. Mas é literalmente um descaso, uma falta de caráter muito grande”, lamentou a ex-operadora Maria Gabriela Assuad.

O recibo entregue após as doações tinha endereço e CNPJ falsos, além do nome do instituto ser diferente do Semear – estava escrito Instituto Semeando.

Diante das denúncias, a coordenadora-geral do Instituto Semear, Roberta Santos disse que fez na tarde desta terça (18) um boletim de ocorrência contra essa falsa empresa de telemarketing. A ONG dá suporte para crianças e adolescentes em situação de risco.

“O Instituto está há 16 anos em Campinas, a gente não tem nenhum trabalho com call center. A gente tem co-financiamento pela prefeitura, mas a gente não tem esse serviço de doação via call center”, explicou Roberta, que completou:

“Qualquer um que trabalhe no terceiro setor hoje em Campinas sabe o quanto é difícil a gente receber doações, o quanto é díficil ter o trabalho voluntário, e vem uma pessoa dessa, sem coração nenhum, usando o nome de uma instituição que tem credibilidade, e fazer uma coisa dessa. É lamentável”.

As informações são do G1 com correção da Redação ODC.

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