Filas gigantes para recarga do Bilhete Único no Terminal Central geram reclamações

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Foto: Reprodução de TV

O tamanho das filas para comprar o Bilhete Único do transporte coletivo de Campinas (SP), no Terminal Central, gerou reclamações e transtornos para quem precisava adquirir, pedir a segunda via ou recarregar o cartão na tarde de sábado (9). Alguns usuários disseram ter ficado pelo menos 3 horas na espera. Desde o dia 19 de janeiro, o pagamento em dinheiro não é mais aceito nos veículos.

O atendente Augusto da Silva conta que a demora foi tanta que perdeu um compromisso. Para ele, a situação é de um descaso enorme, principalmente por conta do custo da passagem do transporte público.

“Eu não estou pagando um real em uma passagem, estou pagando quase cinco reais para um ônibus megalotado, sem manutenção, sem freio, sem cobrador e com motorista fazendo função de cobrador e motorista”, afirma Silva.

Mesmo com o movimento intenso, muitas pessoas reclamaram que apenas três dos dez guichês de atendimento funcionavam. Passageiros também afirmam que não receberam orientação dos funcionários do terminal.

“A gente aguarda, mas a gente está pedindo aqui, pelo menos, um tratamento com respeito. A gente vai pagar por isso, não está pedindo de graça”, diz a monitora escolar Paula Silva.

Outra reclamação registrada foi a falta de atendimento preferencial para idosos, deficientes e pessoas com criança de colo.

Uma atendente do Terminal Central disse à EPTV, afiliada da TV Globo, que o fluxo intenso ocorreu por conta do aumento da demanda depois do fim do pagamento em dinheiro dentro dos ônibus. Além disso, ela afirmou que há poucos funcionários no local.

Em nota, a Transurc lamentou os transtornos ocorridos neste sábado para os passageiros, disse que foi uma situação pontual e que vai analisar o que ocorreu para tomar providências. Segundo a empresa, existem outros pontos que oferecem o serviço e a lista pode ser consultada no site.

Sobre a reclamação de um dos passageiros sobre as condições dos ônibus, a SetCamp, que representa as empresas, informou que os veículos passam por manutenção frequente e a frota é vistoriada a cada seis meses pela Emdec.

A SetCamp reforçou ainda que os motoristas das concessionárias foram orientados a não receber mais passagens em dinheiro.

As informações são do G1.

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