Finanças | Oito dicas para começar 2019 com as contas em dia e com dinheiro no bolso

Uma das principais metas que as pessoas costumam estabelecer para si mesmas quando começa um novo ano é organizar suas contas para não ter de depender de cheque especial nem de empréstimos.

Além de, claro, começar a poupar, ou poupar mais.

Mas como tornar esse desejo realidade e conseguir que 2019 seja o ano em que as suas finanças finalmente vão terminar no azul?

Especialistas ensinam o que fazer

Para o gerente de produtos de Investimento do Itaú Unibanco, Martin Iglesias, o principal obstáculo está na dificuldade em acompanhar item por item dos seus gastos por um longo tempo.

“Aconselho a fazer uma única vez uma análise minuciosa de tudo o que ganha e tudo o que gasta e, uma vez identificadas as áreas problemáticas, concentrar-se nelas para reduzir os custos e correr menos risco de abandonar o processo”.

Para o CEO da fintech de investimentos Magnetis, Luciano Tavares, existem “passos” que guiam na direção do equilíbrio. “Comprar não é algo ruim. Afinal, o dinheiro é uma maneira de conquistarmos o que desejamos. O que faz a diferença é a consciência financeira, as prioridades e uma visão de futuro.”

Confira os passos sugeridos pelos especialistas para se manter no azul em 2019

É preciso despender algumas horas para mapear o que ganha e o que gasta.

“De uma maneira geral, as pessoas conhecem seus custos fixos, mas não todos os seus gastos”, explica Iglesias.

Pegue o extrato da conta-corrente, do cartão de crédito e faça um mapeamento dos gastos.

Em uma planilha ou aplicativo, coloque todas as despesas do mês, como gastos com a casa, alimentação, saúde, contas, parcelas e dívidas a pagar, gastos com lazer… tudo mesmo.

Observe quais são os itens que mais consomem seu orçamento e levam à desorganização financeira. Se você está gastando mais do que ganha e não consegue poupar nada, então é hora de cortar os gastos.

“Na verdade, as pessoas concentram a desorganização financeira em dois ou três tópicos no máximo como vestuário, viagens, alimentação fora de casa… Se há algum problema com esses gastos, foque neles.

“Se anotar tudo tende a abandonar o processo porque uma hora vai cansar. Foque nas questões que são a fonte de sua desorganização financeira”, afirma Iglesias.

3. Separe o dinheiro exato para os gastos

Ao identificar os gastos, utilize algum método de controle. Uma boa técnica pode ser usar o método dos envelopes, que funciona assim:

  • Separe um envelope para cada gasto (gastos com a casa, alimentação, carro, educação, lazer, dívidas, investimentos) e anote do lado de fora, a lápis, qual o tipo de despesa, para poder usar o mesmo envelope no mês seguinte.
  • Coloque o valor total referente a cada conta em dinheiro mesmo, para se ter uma ideia de quanto está gastando.
  • Se o dinheiro destinado ao envelope acabar, você pode escolher entre economizar ou pegar dinheiro de outro envelope, mas ficará faltando para a outra despesa.

Além disso, ver o dinheiro indo embora é mais doloroso do que simplesmente mexer com cartão de banco.

4. Use bem seu cartão de crédito

O cartão de crédito também pode ser um bom instrumento para mapear seus gastos, contanto que o consumidor pague a fatura total na data do vencimento para não incorrer nos juros.

O mais importante, segundo Iglesias, é evitar a compra de qualquer produto ou serviço em parcelas que superem o prazo que vai usar.

Como assim?
Se você viaja uma vez por ano, pode dividir o pagamento dessa viagem em até 12 vezes. Mas não compre comida nem remédio em parcelas, por exemplo. “Bens duráveis como geladeira ou TV podem ser divididos, mas bens de consumo rápido não devem ser parcelados.”, explica.

Tavares lembra que o cartão de crédito é uma das formas mais caras de financiamento no Brasil. “Se usar como ferramenta de gerenciamento de gastos, tenha cuidado para fazer todos os pagamentos em dia. O ideal é juntar antes o dinheiro que você precisa para fazer uma compra, já que é possível negociar descontos no pagamento à vista em boa parte das situações”, diz

5. Não se endivide

Evite parcelamentos e dívidas ligadas a consumo que ultrapassem os 30% da sua renda líquida.

Parcelamentos e endividamentos longos só para grandes gastos que já devem ser planejados com antecedência, como compra da casa própria, do carro, e até mesmo viagens.

Nunca para contas de consumo.

6. Pague-se primeiro

Outro ponto bem importante: antes de gastar qualquer centavo, separe pelo menos 10% da renda líquida para investir. A renda líquida é o que efetivamente cai na sua conta depois de todos os descontos de IR, INSS, etc.

“É esse valor que servirá para, no futuro, lidar com imprevistos, realizar objetivos e ter uma vida mais confortável”, diz Tavares.

7. Faça uma reserva de emergência
A maior parte das pessoas não tem o costume de guardar dinheiro para momentos difíceis, como desemprego ou doença, a chamada reserva de emergência ou reserva para imprevistos.

No começo do ano também há várias contas que podem não ter entrada no planejamento (mas devem começar a fazer parte dele a partir desse ano), como IPTU, IPVA.

8. Invista nos seus objetivos

Depois que estiver com as contas em dia e já tiver formado sua reserva de emergência, o próximo passo é investir.

“Se você já tiver feito algum investimento, aproveite também para diversificar a sua carteira, pois essa é uma estratégia para deixá-la mais resistente às mudanças no mercado e aumentar a rentabilidade dos seus investimentos”, afirma Tavares.

As informações são do R7.

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