Motorista de ônibus municipal de Sumaré é agredida violentamente por perueiro

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• Com informações do G1 Campinas.

 







Imagens gravadas pelas câmeras de segurança de um coletivo da linha 155 de Sumaré (SP) – Terminal Rodoviário-Maria Antônia – mostram o momento em que a condutora é agredida pelo motorista de uma van. Segundo a Prefeitura, o desentendimento ocorreu na quarta-feira (6), após atraso no horário de saída da linha, e o suspeito teve a permissão excluída.

“Humilhação. Se ele fosse homem, não teria feito isso. Não dormi essa noite”, lamenta a vítima.

No primeiro momento, há uma discussão dentro do coletivo e o rapaz chega a se aproximar da condutora com uma das mãos levantadas no momento das ofensas. Um cobrador e um auxiliar de tráfego permanecem parados e não esboçam reação durante o desentendimento.

Depois disso, o motorista da van deixa o veículo e se aproxima da janela da condutora pelo lado externo, quando volta a fazer ameaças. Uma pessoa tenta encerrar a discussão, entretanto, o rapaz usa o cinto de segurança da motorista para agredi-la. Atordoada e com sangramento, a vítima permanece no ônibus, enquanto os dois funcionários permanecem imóveis ao lado.

À EPTV, afiliada da TV Globo, a motorista contou que chegou ao ponto com dez minutos de atraso, perto do horário em que está prevista a saída da van. Com isso, lembra a vítima, o agressor se exaltou e teria mencionado que ela iria “roubar” passageiros.

Ela fez um boletim de ocorrência, mas não retornou ao trabalho e cogita deixar o emprego.

Série de agressões

O caso envolvendo a vítima não foi o único na cidade, segundo o auxiliar de tráfego José Geraldo Tolentino. Ele justificou o motivo de não ter ajudado a motorista. “Foi tão rápido, questão de minutos, não teve como fazer nada”, falou.

A empresa Ouro Verde encaminhou à Prefeitura cópias de boletins de ocorrência sobre outras agressões a motorista e reivindicou providências. A assessoria da administração municipal destacou que, além de excluir a permissão do agressor, o veículo está suspenso por 15 dias.

Questionada pelo G1 se houve abertura de inquéritos sobre os casos, a assessoria da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP) não se manifestou até esta publicação.