Mulher | Tipo raro de câncer de mama é encontrado em mulheres que colocaram silicone

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As mulheres que colocaram silicone têm que tomar cuidado daqui para frente. Um grande número de mulheres está sendo diagnosticada com câncer de mama meses depois de fazer a cirurgia para colocar próteses mamarias.

Um dos relatos é de Michelle Forney, 46, de Sacramento, Estados Unidos. “Um dia eu despertei e vi que um dos meus seios tinha o tamanho de uma bola de vôlei, em um só dia ele inchou muito. Fui a vários especialistas e me disseram que eu tinha uma mastite, uma infecção nos seios e me receitaram uns antibióticos”, contou a mulher à “NBC News”.

Michelle fez algumas mamografias e nada novo surgiu e os médicos trataram os sintomas como um linfoma. No entanto, um cirurgião plástico a convenceu de extrair os silicones e foi aí que descobriu-se uma dezena de pequenos tumores ao redor do implante.

O caso foi apenas um dos que surgiram nos Estados Unidos recentemente e os médico o batizaram de “Linfoma Anaplástico de células grandes” ou (ALCL). A preocupação agora é de informar às mulheres que fizeram cirurgias plásticas de reconstrução de mama desde início dos anos 2000.

Medidas preventivas contra o câncer de mama em mulheres com implantes de silicone

Diana Zuckermann, presidente do Centro Nacional para a Pesquisa dessaúde, uma ONG americana, diz que os problema é poucos médicos têm conhecimento desta nova forma de câncer e a rede de comunicação entre eles ainda é falha.

“Realmente não há forma de saber se uma mulher com implante de silicone poderia desenvolver câncer”, pondera. Não há comunicação entres os cirurgiões plásticos e os oncólogos que diagnosticam e tratam a ALCL.

A Secretaria de Medicamentos e Alimentos (FDA) está repassando mais de 400 informes sobre pacientes que desenvolveram a infecção e sobre noves casos que levaram a óbito. A doença é traiçoeira, com os sintamos se desenvolvendo depois de 10 anos de realizada a cirurgia.

Geralmente, os tumores permanecem na área ao redor do silicone, entretanto, alguns pesquisadores da Organização Mundial da Saúde (OMS) na revista Blood, dizem que pode espalhar e propagar pelo corpo.

As informações são do Metro.

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