Operação Ouro Verde: “delatores premiados” afirmam que licitação para Vitale foi direcionada

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Com informações do Correio Popular
A 4ª Vara Criminal de Campinas realizou terça-feira a terceira audiência do processo contra seis pessoas ligadas à Organização Social Vitale, que administrava o Hospital Municipal Ouro Verde até o ano passado.

Essas pessoas foram denunciadas no fim de 2017 em operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público, por se envolver em um suposto esquema que desviou cerca de R$ 4,5 milhões do hospital.

No depoimento à Justiça, um dos donos da Vitale afirmou que a empresa chegou a comprar atestado numa instituição do Maranhão para comprovar que tinha relação de Ensino e Pesquisa, uma das exigências do edital de licitação da Prefeitura.

Ele também disse que a licitação foi direcionada por um ex-diretor da Vitale, que teria acertado antes do término do processo licitatório um repasse de R$ 23 mil por mês para o ex-diretor de saúde da Prefeitura, Anésio Corat Junior, que está preso.

Em nota, a Prefeitura de Campinas informou que tomou “medidas enérgicas” assim que o Ministério Público apontou indícios de desvio de dinheiro público do Hospital Ouro Verde pela OS Vitale.

“O contrato com a organização foi rompido e os servidores acusados de envolvimento foram sumariamente demitidos e afastados de seus cargos. Ou seja, a Prefeitura agiu com rigor e dentro dos limites da lei. Depois disso, a Vitale tentou, por duas vezes, voltar à administração do hospital e a Justiça deu ganho de causa à Prefeitura”.

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