Os feriados devem causar prejuízo de quase R$ 200 milhões ao comércio de Campinas

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Foto: Dominique Torquato / AAN

Com informações do Correio Popular

Foto: Dominique Torquato / AAN
A gente pode até gostar de feriados, não é verdade? Mas, essas datas de folga também significam de prejuízo e queda nas comissões para o comércio.

Um estudo feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com o SindiVarejista de Campinas e Região revela que os lojistas da região devem perder em torno de R$ 197,3 milhões com os feriados deste segundo semestre do ano.

Nos cálculos, foram desconsiderados os feriados estaduais.

Com cinco feriados nacionais e pontes, com possíveis “emendas”, além do dia 8 de dezembro, Dia de Nossa Senhora da, padroeira de Campinas — feriado no município, o segundo semestre deste ano terá uma queda 16,8% maior em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o estudo, um dos setores que mais perdem com os feriados prolongados é o de supermercados.

A estimativa é que os mercados deixem de arrecadar R$ 84,5 milhões no período.

Isso representa uma perda 11,8% maior na comparação com 2016.

O segundo setor mais afetado é o de outras atividades (combustíveis, papelaria e livraria, produtos recreativos e esportivos e joalherias), que deve perder em torno de R$ 59,8 milhões.

As perdas apuradas pelo segmento de farmácias e perfumarias devem atingir R$ 25,7 milhões, elevação de 25,7% na comparação com o mesmo período de 2016, a maior do varejo de Campinas.

Outro fator que impacta todos os tipos de comércio é a queda da população durante os dias de folga.

Também devem registrar perdas as lojas de vestuário, tecidos e calçados (R$ 23,1 milhões e crescimento de 15,8% na comparação com 2016) e as lojas de móveis e decoração (R$ 4,09 milhões, alta de 0,6%).



O comércio varejista no Estado de São Paulo deve perder em torno de R$ 2,3 bilhões em 2017 por causa dos feriados nacionais e pontes. Esse montante é 17,9% maior do que o dado projetado no mesmo período de 2016, quando o varejo de São Paulo deixou de faturar R$ 2,013 bilhões.

O setor de supermercados é o que deve contabilizar a maior perda, cerca de R$ 1 bilhão, cifra 14,5% maior em relação a 2016.

Já o segmento de farmácias e perfumarias deixará de faturar em torno de R$ 278,2 milhões, representando a maior variação em relação aos últimos seis meses de 2016, com crescimento de 31,6%.

Também devem registrar perdas os setores de lojas de vestuário, tecidos e calçados (aproximadamente R$ 277,9 milhões e 17,8% de crescimento em relação a 2016) e lojas de móveis e decoração, que perderá aproximadamente R$ 45,9 milhões, alta de 20,9% na comparação com 2016.