Sindicância da Unicamp para investigar entrada de falso médico no HC aponta revisão na segurança

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Foto: Reprodução EPTV

Com informações do G1 Campinas
Três meses depois da prisão de um falso médico dentro da Hospital de Clínicas, a Unicamp apresentou o resultado da sindicância instaurada para apurar o caso.

Apesar de ressaltar que o suspeito “nunca prestou atendimento, consultou, examinou, solicitou exames ou prescreveu medicamentos ou qualquer outro tratamento para pacientes do HC”, a Universidade Estadual de Campinas recomendou uma “extensa revisão do método de trabalho da equipe de segurança” que atua na unidade médica.





Foto: Reprodução EPTV



Em nota, a Unicamp afirma que os nove itens propostos pela sindicância servem para “prever e impedir a atuação de pessoas mal-intencionadas”.

Medidas propostas

    1. Treinamento dos funcionários da segurança para não permitirem acesso às áreas restritas de qualquer pessoa que não esteja adequadamente identificada e que não esteja portando identidade funcional em vigor, bem como para que, havendo suspeita, acionem prontamente seus supervisores;
    2. Caso algum funcionário, aluno, médico-residente, médico-assistente ou docente esteja sem a identidade funcional ou com o cartão inoperante, o acesso à área só possa ser permitido se autorizado pelas pessoas indicadas para tanto;
    3. Não sejam aceitas repetidas investidas na tentativa de entrar em áreas restritas com identidade funcional inoperante.
    4. Seja feito um controle rigoroso do fluxo de pessoas nas dependências do hospital, com alocação de catracas em pontos estratégicos e a serem definidos por equipe especializada;
    5. O sistema de monitoramento por câmeras esteja em pleno funcionamento;
    6. Seja reforçada a conscientização de alunos, médicos-residentes, médicos- assistentes, docentes, funcionários administrativos e da equipe multiprofissional com relação ao cuidado com carimbos, documentos e identidade funcional, bem como sobre a impossibilidade de empréstimos da identidade funcional;
    7. Seja elaborado e executado um plano de ação em conjunto com a Comissão de Residência Médica da Faculdade de Ciências Médicas para que os armários destinados aos médicos-residentes possam ser rapidamente desocupados anualmente ao final dos programas de residência médica, a fim de que esses armários possam ser rapidamente destinados aos novos médicos-residentes ingressantes, permitindo assim que esses tenham um local seguro para deixar seus pertences, inclusive o carimbo médico;
    8. Seja realizado um trabalho educativo, no sentido de alertar para o fato de que nenhum funcionário, qualquer que seja a área, deve solicitar ou aceitar receitas médicas realizadas sem o devido atendimento presencial do paciente, bem como que todo atendimento deve, obrigatoriamente, ter registro em prontuário ou Boletim de Atendimento de Urgência;
    9. Sejam realizados programas educativos continuados, exortando a cultura da segurança, tanto nos seus aspectos geais, mas principalmente com relação ao patrimônio (predial, equipamentos e formulários) da universidade e com relação à segurança do paciente.